TREINAMENTO FUNCIONAL (Parte 1)
Posted by admin | Posted in Novidades | Posted on 24-01-2011
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As últimas décadas foram marcadas por grandes avanços tecnológicos, com descobertas de curas de doenças, acesso ilimitado às informações mundiais em tempo real, enfim, estamos literalmente conectados 24h.
Por outro lado, houve uma adaptação do homem a este novo cenário. Ficamos dependentes da nossa evolução, passamos várias horas em frente ao computador, as atividades diárias requerem menos movimentos, e ainda assim nos falta tempo, pois tudo acontece muito rápido e precisamos acompanhar esta velocidade, senão ficamos para trás, defasados… por isso temos pouco tempo para nos alimentar e quando “sobra tempo” tem que ser muito rápido, gerando uma ansiedade enorme, além de fazermos uso de “fast foods”, que estão longes de serem saudáveis.
Muitas conseqüências desta adaptação já começam a aparecer e estão relacionadas à saúde do homem, como se a obra se voltasse contra o criador. Não é à toa que as doenças relacionadas ao coração são as que mais matam no mundo, assim como a enorme quantidade de crianças obesas e com hipertensão.
Além disso, o sedentarismo tem criado pessoas não-funcionais, incapazes de realizar movimentos básicos e inatos do ser humano, com encurtamentos e desequilíbrios musculares crônicos, levando, assim, a adaptações estruturais físicas em todo corpo.
Com este perfil, a sociedade atual precisa de novos treinamentos e visando essa carência surgiu o Treinamento Funcional, criado a partir da reabilitação, onde movimentos eram usados para recuperar lesões e posturas inapropriadas, principalmente de atletas.
Posteriormente, foi incorporado às rotinas de treino, melhorando a eficiência no esporte e prevenindo novas lesões. A partir disto, adaptou-se este método a sociedade atual com todas as suas deficiências.
OBJETIVOS
O principal objetivo do Treinamento Funcional é tornar o corpo humano uma máquina de locomoção eficiente, com foco na melhora do desempenho dos movimentos.
No corpo humano, a produção de movimento é estruturada na integração dos sistemas: nervoso, esquelético e muscular que, juntos, compõem a Cadeia Cinética.
De acordo com Boyle (2003), Função é essencialmente o propósito. Se a Cadeia Cinética desempenhar da melhor maneira possível sua “Função”, o movimento será mais eficiente.
E todos os sistemas da Cadeia Cinética devem trabalhar em conjunto para produzir movimento e se um sistema não trabalha apropriadamente, irá afetar outros sistemas e, conseqüentemente, o movimento.
Faz-se necessário uma avaliação estruturada da Cadeia Cinética para detectar que sistema está deficiente, além de uma avaliação de movimentos que irá mostrar músculos e articulações desalinhadas. Baseado nisto, deve ser elaborado o treinamento, voltado para correções de encurtamentos e fraquezas musculares.
Por isso, o Treinamento Funcional pode ser usado para todos objetivos, podendo melhorar o desempenho de movimentos de um atleta, tornando-o mais veloz, forte e equilibrado. Mais ainda, pode melhorar o desempenho de movimentos do cidadão comum, para que ele possa executar melhor as atividades da vida diária, assim como sua postura.

